Vacinar-se contra febre amarela duas vezes em pouco tempo é arriscado

Tem gente levando o ditado “de graça até injeção na testa” e a expressão “quanto mais melhor” ao pé da letra na hora de se vacinar contra a febre amarela.

O Fique por Dentro, ouviu relatos de casos de pessoas se vacinando duas vezes em um curto período de tempo. Mas atenção, esse tipo de prática é perigosa e não pode ser feita.

Alguns moradores procuraram mais de uma unidade de saúde para se vacinar, por vezes seguidas, ou foram ao mutirão de vacinação em anos anteriores e depois a outro posto para tomar a dose duas ou mais vezes.

O infectologista Lauro Ferreira explica que não há necessidade disso. “Não tem porque tomar várias doses. Isso pode aumentar o efeito colateral da vacina e aumentar a reação vacinal. A pessoa está se expondo sem nenhum benefício.”

Para a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), Danielle Grillo, essa é uma situação muito preocupante. “A vacina é produzida a partir de vírus vivo atenuado. Assim como qualquer vacina ela pode causar eventos adversos leves, como dor no local da aplicação, dor de cabeça, febre.”

Risco

A Sesa usa como base o protocolo do ministério da saúde nas campanhas de vacinação. “Uma dose já imuniza a pessoa”, diz Danielle.

Ela também aponta que a vacina não é para ser tomada uma atrás da outra. “O limite são duas doses na vida respeitando o intervalo entre uma e outra. UMA dose protege a vida toda, segundo os estudos mais recentes. Por isso, quem já tomou pelo menos UMA dose da vacina na vida NÃO precisa se revacinar, mesmo que esta dose tenha sido ministrada há mais de 10 anos. A única exceção é para as crianças de 9 meses a 5 anos de idade. Quem recebeu uma dose neste período deve receber um reforço depois dos 5 anos.

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