Portugal e Grécia entenda a diferença para superar a crise.

Enquanto a Grécia parece estar numa crise que parece não ter fim, onde novamente faz parte da atenção da economia mundial.

Um confronto entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os países credores, com o Governo de Alexis Tsipras é iminente.

O FMI emitiu um relatório onde diz que o país não tem qualquer hipótese de crescer e ultrapassar o problema “explosivo” da dívida, mesmo que cumpra à risca as reformas de austeridade que são pedidas.

Em julho, Atenas tem de fazer reembolsos de dívida para os quais não tem fundos suficientes, já que está totalmente fora dos mercados. A dívida a reembolsar está nas mãos de alguns investidores privados mas, sobretudo, são obrigações que estavam no mercado mas que o Banco Central Europeu (BCE) comprou, há vários anos.

Contra essa onda está Portugal, que passou por um baixo crescimento econômico e dificuldades para obter a arrecadação necessária para arcar com os gastos públicos. Que na época levaram ao um ensaio de um programa de austeridade, porém, Portugal, decidiu ir por um caminho bastante diferente.

O governo português do primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista, no poder desde novembro de 2015, conseguiu reduzir o déficit fiscal ao mesmo tempo em que aumentou os salários e aposentadorias.

Segundo reportagem desta semana da revista britânica The Economist, Portugal conseguiu reduzir seu déficit orçamentário à metade em 2016, chegando a 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Trata-se do melhor resultado registrado desde a transição para a democracia, em 1974.

Costa encabeçou uma coalizão de esquerda e com a promessa de acabar com a austeridade a qualquer custo.

Em menos de dois anos, o cenário passou a ser otimista. O Banco Central português estima, para 2019, redução da taxa de desemprego para 7%, enquanto as exportações devem crescer em 6%.

O bom desempenho da economia coloca o país na posição de um “oásis” em meio à turbulência política que atinge a Europa. Além disso, indica que a solução keynesiana – referência às teorias do economista inglês John Maynard Keynes defendendo a intervenção do Estado para impulsionar a economia – pelos portugueses está funcionando para gerar crescimento.

 

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