Polícia de Sorocaba indicia vendedora de cães pela internet

Nesta quinta-feira (20/04), a Polícia Civil de Sorocaba (SP) indiciou uma vendedora de cães por estelionato e maus tratos à animais

As investigações comeram em agosto do ano passado, para identificar se os animais vira-latas sofriam maus-tratos e confirmar se eram vendidos pela internet como se fossem cães de raça.

De acordo com a Polícia Civil, a vendedora: Jaqueline Moro dos Santos, de 24 anos, chegava a cortar a orelha dos cachorros que teriam vindo de doações. Vários casos foram denunciados à polícia.

Segundo Marcelo Carriel, o delegado que investiga o caso, sete pessoas foram ouvidas durante a investigação confirmaram que ela é a responsável pelas vendas e de responder com ameaças a quem questionava a procedência dos animais.

Negociações eram feitas em redes sociais e entregas ocorriam em estacionamentos de supermercados em Sorocaba (Foto: Reprodução/TV TEM)

“Não existe dúvida nenhuma. Ela foi reconhecida por várias vítimas como a que, efetivamente, fez as vendas dos animais. Ela foi indiciada pelo estelionato continuado e, agora, faltam alguns detalhes para o término do inquérito, como o veterinário que atendeu esses animais e que constatou os maus-tratos.” Carriel.

Suspeita de vender vira-latas como cães de raça chegou a ameaçar vítimas em Sorocaba (Foto: Reprodução/TV TEM)

Carriel frisa que, após o laudo do veterinário, Jaqueline também vai ser indiciada por maus-tratos.

Dos animais machucados, cerca de quatro casos parecidos chegaram à Fundação Alexandra Schlumberger (FAS), uma Organização Não Governamental (ONG) de Sorocaba, que atua na adoção e cuidados de animais há mais de 10 anos.

“Corte da cauda para deixar com a característica da raça na orelha. Teve até um caso de pequeno corte na orelha também”, disse o veterinário da ONG, Thiago José Gasparini, quando começaram a surgir diversos cães mutilados.

Cão comprado como se fosse da raça Maltês estava fraco e mal conseguia ficar em pé (Foto: Reprodução/TV TEM)

A orientação do veterinário e dos policiais é de que os animais sejam adotados de ONGs credenciadas ou de canis licenciados, além de sempre pesquisar sobre os endereços e visitar o local onde eles são criados.

Ainda segundo a polícia, durante os golpes a suspeita também teria usado outros nomes para fazer as negociações.

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