Mãe fica 1 mês com gaze dentro do corpo após parto no Hospital de Cotia

Caroline foi internada no Hospital de Cotia no dia 15/03, com 39 semanas e 6 dias de gestação.

Devido quadro de pressão alta, decidiram induzir o parto, processo que começou as 14h00 com um comprimido via vaginal.

Na cartilha da gestante o ministério da Saúde fala que fazer exercícios ajuda na dilatação, dessa forma a gestante foi caminhar para ajudar no processo.

O hospital de Cotia vende a ideia de que o hospital está se adequando para um parto humanizado, com direito ao banho quente para ajudar na dor, bola de Pilates e um cavalinho que ajuda o beber a descer.


Entretanto ela afirma que isso não ocorreu “Por volta das 17:30 eu já estava com muita dor e pedi para que fizessem o toque, a enfermeira disse que só ia fazer as 18h00 quando fosse colocar o outro comprimido de indução. Eu não aguentava de dor e gritava de dor, elas não gostam que a gente grite. Porém só quem está passando por isso sabe a dor. Meu esposo insistiu e fizeram o toque deu 5 cm de dilatação ela falou que ainda ia demorar que eu deveria caminhar.

Como ela estava com muita dor, pediu para realizar o banho quente, entretanto  as enfermeiras a ignoraram e apenas orientaram que ela espera-se.

Caroline ainda relatou que  no banheiro da sala de pré parto não tinha nem papel higiênico e ao reclamar para a enfermeira obstetra Srta M.L., ela apenas liberou que a paciente usasse o banheiro da sala de parto.

Eu sentia vontade de fazer força, sentia que a hora estava chegando. Meu corpo pedia para fazer força.
Pedi para meu esposo chamar uma enfermeira.

Mesmo sem examiná-la a enfermeira disse que não era para ela deitar na cama, pois ainda não estava dilatada por completo.


Uma enfermeira chamada Suellen, que era um anjo, ouviu meu esposo e foi até o banheiro me ajudar. Pediu para eu sair do vaso, pois minha bebê corria risco de nascer ali. Pedi pra ela pelo amor de Deus alguma coisa que ajudasse na dor, porque eu não aguentava mais.

A enfermeira Suellen, chamou a enfermeira obstetra, que ao fazer o exame de toque e viu que a dilatação estava completa.

Durante o trabalho de parto, a enfermeira obstetra falou que não tinha passagem e que seria necessário fazer a episiotomia, com o corte no períneo. Como não tinha noção se havia ou não passagem, eu autorizei.

A Heloísa nasceu as 19h05, saudável. Eu percebi que a enfermeira estava com pressa! Ela começou a dar pontos na área onde teve a episiotomia, eu avisei que a anestesia não tinha pego e estava doendo ela continuou mesmo assim. Apareceu uma médica e falou para ela que poderia terminar o procedimento visto que já tinha passado do horário dessa enfermeira, mas ela disse que não precisava, pois já estava terminando.

Após algumas horas, a paciente foi levada para o quarto e como ela teve pressão alta no final da gestação, sua pressão deveria ser  monitorada, entretanto ela afirma que ninguém veio aferir.


Somente pela manhã passou uma enfermeira e me perguntou se ninguém tinha visto minha pressão e eu informei que não. No dia 16/03 começaram a aplicar as vacinas BCG para os bebês e tríplice para as mães chamaram todo mundo menos eu. Achei estranho e pedi para meu esposo verificar.

Ao chegar no balcão das enfermeiras ele questionou e disseram que eu já tinha tomado. ele estranhou e pediu para que as enfermeiras confirmassem o nome completo de sua esposa. e descobriu que elas estavam com o prontuário de uma Carolina que ficou no mesmo leito antes da sua esposa que se chama Caroline. Assim somente sua filha foi vacina.


Como todos esses dias eu tinha muita dor os médicos me davam medicamentos e uma bolsa de gelo para tentar aliviar a dor no períneo. Essa bolsa de gelo eu tinha que ficar no pé das enfermeiras, porque elas nunca traziam.

No dia 17/03 pela manhã o médico liberou a alta de Caroline no sistema. Entretanto como o procedimento do hospital é o acompanhamento por 48 horas após parto, ela só poderia ser liberada as 19h05.

Percebi que o remédio para dor parou de vir pedi para minha sogra verificar com as enfermeiras e ao questionar foi informada que já constava no sistema que eu estava de alta e que a farmácia não mandava por conta disso. Falei que não aguentava de dor e ouvimos de uma enfermeira que se eu tivesse um paracetamol na bolsa poderia tomar. Um absurdo … Eu num hospital precisava estar com um remédio na minha bolsa. Pra mim aí foi o cúmulo, chorei e meu esposo foi atrás do que fazer para me liberarem. Eles informaram que tinha que vir um outro médico me avaliar.
Nada desse médico aparecer e eu com dor. (Depois de muita insistência liberaram um comprimido de dor).

Após o exame de toque a paciente e a bebe foram liberadas as 0h11 do dia 18/03, sendo que o horário correto seria  as 19:05 do dia 17/03.

Caroline foi orientada a marcar uma consulta no posto mais próximo de sua residência para continuar com o acompanhamento pós parto, entretanto a consulta mais próxima era apenas para o dia 29/03.

Informei a enfermeira que estava sentindo muita dor e que tinha um odor forte na região.
Ela não me examinou e disse que era normal. Uma semana depois passei com o ginecologista e informei a mesma situação ele também não examinou e disse que era normal.
Sempre ouvi dizendo que parto normal é algo que a recuperação é rápida só que eu não me recuperava.


Na última quinta-feira (18/04), Caroline voltou ao hospital para passar no Ponto Socorro de Ginecologia. Ao passar pela triagem ela falou sobre o odor e da dor que estava sentindo. 

Logo me chamaram tinha dois médicos em sala uma Dra e um e Dr. eles pediram para eu deitar na maca para fazer o toque. Ao deitar ele fez o toque e comecei a sentir uma dor terrível. Parecia outro parto… Parecia que estavam tirando algo .

Tentei levantar entretanto fui contida consegui ver algo meio amarelado sendo retirado. Após isso eles fizeram uma limpeza no meu canal vaginal e útero. Ao terminar eles me orientaram a fazer banho de assento em casa e mais nada.

Caroline ainda questionou se o odor era normal, e os médicos afirmaram que algumas vezes pode ocorrer um  desequilíbrio na flora vaginal.

Eu fui atendida por volta das 13h00 fizeram esse procedimento e voltei pra casa. Por volta das 15h00, recebi uma ligação do hospital pedindo para eu voltar porque os médicos precisavam conversar comigo. Notei que tinha algo muito errado e liguei para meu esposo ir comigo.

Ao chegar no hospital fui atendida muito rápido. E os 2 médicos informaram que meu caso foi levado para a chefia do hospital e que e o chefe da ginecologia queria conversar comigo na terça (23/04). Tentei questionar o que havia ocorrido e fui informada que esse dr que iria me informar.

Os médicos passaram amoxicilina, metronidazol e cetoprofeno para eu tomar durante 7 dias. Meu esposo questionou o real motivo para me ligarem eles informaram que era pra dar a receita. Entretanto não fazia sentido porque não fizeram isso dá primeira vez. Bom, compareci no hospital de Cotia para conversar com o Dr responsável pela área de ginecologia. E pra minha surpresa descobri que a enfermeira esqueceu uma gaze dentro de mim. No prontuário está escrito que foi retirado corpo estranho ele disse que foi uma gaze.

Para minha indignação uma gaze ficou dentro de mim mais de um mês. Fui examinada por eles novamente e constataram também que o corte da episiotomia tem uma parte aberta.

Em resumo me passaram uma pomada para cicatrizar a área e voltarei no hospital no dia 09/5 para acompanhar se está tudo bem.

Realizei uma reclamação no SAC do hospital e solicitei meu prontuário.

Hoje eu me encontro tanto fisicamente quanto emocionalmente abalada. Algo que era pra ser mágico virou um trauma.

Fica aqui meu alerta para as mamães que forem ter bebês no hospital para se informarem sobre violência obstétrica.

Informações: Toque da Cidade

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