A crise continua. Não há vagas!

A crise de empregos no Brasil parece estar longe de ser deixada para trás, o governo havia se animado com os dados de Fevereiro que apresentou uma abertura de pouco menos de 36 mil vagas formais, após 22 meses seguidos de perdas, porém, os dados do CAGED no mês de Março frustraram a retomada do emprego na economia, o Brasil perdeu 63.624 vagas formais de trabalho, voltando ao vermelho após resultado positivo de fevereiro.

O ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira havia divulgado boas expectativas da economia, principalmente para o varejo que poderia ser beneficiado com a liberação do saque das contas inativas do FGTS.

Em março, no entanto, o comércio respondeu pelo maior fechamento de vagas dentre todos os setores, com menos 33.909 vagas. Também ficaram no vermelho os setores de serviços (-17.086 postos), construção civil (-9.059), indústria de transformação (-3.499) e agricultura (-3.471).

No primeiro trimestre, foram fechadas 64.378 vagas, contra saldo negativo de 303.432 de igual etapa de 2016. No acumulado em 12 meses, a perda líquida foi a 1,090 milhão de vagas.

O mercado de trabalho ainda sofre com a profunda recessão econômica pela qual passou o Brasil nos últimos dois anos. Mesmo com sinais de recuperação da economia no Brasil a retomada das contratações pode demorar, uma vez que as empresas têm capacidade ociosa a preencher primeiro.

Segundo dados mais recentes divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego no Brasil subiu para novo recorde de 13,2 por cento no trimestre encerrado em fevereiro, reflexo do aumento da procura por vagas e do corte de postos.

 

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